Higiene no preparo de alimentos evita contaminação por salmonella

Ovos, leites, carnes ou frutos do mar. Todos estes alimentos podem conter salmonella, bactéria que oferece sérios riscos à saúde por agir de forma rápida no organismo, provocando sintomas como febre, náusea, diarreia, dores abdominais, calafrios e mal-estar. A Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde é responsável pela vigilância epidemiológica e pelo controle das infecções provocadas por essa bactéria, chamada de salmoneloses, que ocorrem a partir da ingestão de alimentos contaminados.

Entre 2007 e 2014, foram notificados ao Ministério da Saúde 450 surtos de Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA) e causadas pela bactéria do gênero Salmonella spp. No total, 13.165 pessoas adoeceram. Desta forma, é importante estar atento ao consumir alimentos fora do ambiente domiciliar e sempre ter hábitos de higiene no preparo das refeições, optando sempre por comidas frescas ou refrigeradas de forma adequada. Pessoas que moram ou trabalham em ambientes com condições de saneamento básico precários estão mais suscetíveis à bactéria.
Em casos leves e de diarreia aguda deve-se hidratar bem utilizando sais de reidratação oral, disponibilizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, ou outras soluções de reidratação oral. Em todos os casos, porém, é importante a reposição de líquidos, principalmente em crianças, idosos e imunodeprimidos que apresentam diarreia. Persistindo os sintomas, o mais recomendado é procurar os serviços de saúde para avaliação, diagnóstico e medidas de suporte.
A consulta médica é importante para se avaliar o estado de hidratação do paciente e orientar a escolha de tratamento. Em geral, nas formas leves e moderadas, recomenda-se a hidratação oral, com soro de reidratação oral (SRO), enquanto nas formas graves, é indicada hidratação venosa associada à antibioticoterapia, cujo objetivo é reduzir a disseminação da doença e a desidratação. É importante lembrar que, diarreias leves podem se agravar e, caso não sejam tratadas corretamente, poderão levar a uma desidratação grave e até mesmo a morte.
Pessoas física ou jurídica, pública ou privada, responsáveis pela produção e comercialização de alimentos que possam estar contaminados, independente dos agentes causadores, ficam sujeitas às medidas de intervenção, prevenção e controle, determinadas pela autoridade sanitária. A intervenção e a adoção de medidas sanitárias para a prevenção e controle de surto de DTA são de responsabilidade do Ministério da Saúde, da Agência Nacional da Vigilância Sanitária e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que podem ser complementadas a níveis estadual e municipal, no que concerne à vigilância sanitária do ambiente, manipulação de alimentos e prestação de serviços de interesse da saúde pública, bem como das vigilâncias zoo e fitossanitária.
Veja dicas de manipulação de alimentos no Guia Alimentar para a População Brasileira

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