Pesquisadores desenvolvem método científico de avaliar se uma pessoa está apaixonada

Economistas da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, descobriram uma forma de comprovar cientificamente que uma pessoa está apaixonada. E o teste não envolve agulhas nem um tomografia, basta fazer aos pombinhos duas perguntas simples que poderiam prever com exatidão se o casal se divorciará num futuro breve.


As perguntas mágicas são: “O quanto você está feliz em seu casamento em relação ao quão feliz você seria se não estivesse casado(a)?” e “Como você acha que seu marido ou mulher respondeu a essa pergunta?”.

Na década de 1980, os pesquisadores fizeram essas duas perguntas a 4.242 casais, e perguntaram-lhes o mesmo cerca de seis anos mais tarde. Os economistas Leora Friedberg e Steven Stern analisaram, então, os dados coletados, e descobriram que a maior parte das pessoas que pensavam que estariam mais felizes sozinhas acabou se separando mesmo. Mas as pessoas que superestimaram o quão feliz seus parceiros estavam no relacionamento estão ainda mais propensas a se separarem.

Apenas 40,9% dos casais identificaram com precisão como o seu parceiro iria responder à pergunta, ou seja, quase 60% dos pares tinham uma impressão errada sobre seu companheiro. Cerca de um quarto dessas pessoas tiveram discrepâncias “sérias” na percepção da felicidade do outro.

No geral, as mulheres tendiam a pensar que seus maridos ficariam mais tristes se ficassme solteiros do que seus próprios maridos achavam. Os homens tinham a impressão oposta. Cerca de 7% dos casais dessa amostra estavam divorciados no momento em que a segunda pesquisa foi realizada.


Entre aqueles que avaliaram corretamente o quão infeliz seu parceiro seria no caso de uma separação, a taxa de divórcio foi inferior a 6%. Desses homens que superestimaram o quão infeliz um divórcio deixaria suas esposas, 13% acabou solteiro. Entre as mulheres que superestimaram o quão infeliz seus maridos ficariam sem elas, 14,5% acabaram se divorciando.

Os pesquisadores dizem que superestimar a felicidade do parceiro ou da parceira afeta a forma como os casais resolvem seus conflitos. De acordo com a teoria, se um dos cônjuges julga mal a felicidade de seu parceiro, é mais provável que ele(a) erre na hora de negociar com o par. Por exemplo: se um homem acredita que sua esposa é muito feliz no casamento, ele poderá pressioná-la para que ela faça mais tarefas domésticas ou que ele contribua com uma parcela maior da renda familiar. Porém, se este julgamento estiver errado, a mulher, já não muito contente com o casamento, se cansará ainda mais rapidamente do parceiro.


As descobertas revelam, portanto, que é importante saber o quão disposto a se separar o seu parceiro está antes de começa uma briga com ele por qualquer motivo.

O Globo


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