Museu cancela exposição de arte com sangue e animais mortos após protesto de ativistas

O Museu Jumex, na Cidade do México, que abriga uma das maiores e mais importantes coleções da arte da América Latina, cancelou uma exposição de trabalhos feitos pelo artista austríaco Hermann Nitsch, que estava prevista para estrear no dia 27 de fevereiro depois de fortes protestos de ativistas dos direitos animais.

A polêmica gira em torno de um trabalho que envolve múltiplos atores; alguns se apresentam nus e com os olhos vendados.
Eles bebem sangue de animais e mexem em carcaças de animais abertas.
Foto: Reprodução
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Hermann Nitsch sempre criou arte a partir de um movimento intencionalmente destrutivo e violento e muito de sua arte performista envolve o uso de sangue de animais e carcaças
Os animais eram mortos ao vivo no palco, mas Nitsch rejeita a concepção de que o seu trabalho envolve tortura
O artista divulgou um comunicado observando que ele está “profundamente magoado” com o cancelamento da exposição e que a indignação resulta de um mal-entendido de suas motivações
Nitsch escreveu ao museu:
“Estes animais foram mortos para fornecer alimentos para a nossa sociedade. O último abate dentro do meu teatro aconteceu em 1998, foi realizada por um açougueiro profissional sob vigilância de um veterinário com a autorização do governo. Todo mundo que me conhece sabe que eu sou um protetor animal”, afirma.
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O museu não declarou expressamente o motivo do cancelamento, mas mexicanos foram vistos pela imprensa organizando uma petição com mais de 5.300 nomes e espalhando diversos cartazes com o pedido de cancelamento da mostra.
“Os direitos animais e o respeito à vida tem de ser um terreno comum em nossa sociedade e esta exposição demonstra o quão longe algumas pessoas estão a partir deste ideal”, dizia um dos cartazes
Seu trabalho é tão polêmico que ele já foi preso três vezes por conta de algumas exposições
A performance já foi encenada 130 vezes desde 1962 e desde esta data sofre fortes críticas de ativistas
Fonte: R7

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