Prefeitura adota 'Samu veterinário' para animais de rua

Um serviço inédito no Rio Grande do Sul está salvando a vida dos cães e gatos abandonados em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Trata-se do SamuVet, uma ambulância adaptada para atender animais de rua feridos em atropelamentos e outros acidentes, como mostra a reportagem do Jornal do Almoço. 

“A gente não pode simplesmente encaminhar eles para um canil ou para um local onde eles vão se deparar com animais doentes, com outros problemas, que eles acabam adquirindo um problema mais sério”, conta. Desde o final do janeiro, a ambulância já recolheu e tratou de mais de cinco cães resgatados nas ruas do município. Um deles foi atropelado e quebrou a bacia em várias partes. O veterinário Rogério Estaniecki, responsável pelo Samuvet, fez ele voltar a andar e acompanha a recuperação do animal.
Samuvet Cachoeirinha RS (Foto: Reprodução/RBS TV)
Veterinário Rogério Estaniecki recolhe e trata de
animais de rua (Foto: Reprodução/RBS TV)
A clínica do veterinário venceu uma licitação da prefeitura para recolher, reabilitar e promover a doação de animais em situação de risco na cidade. Segundo o secretário do Meio Ambiente de Cachoeirinha, Fernando Medeiros, o serviço é pago de acordo com o número de atendimentos. Mas há uma previsão de um custo mensal de R$ 10 mil.
“Nós, da prefeitura, junto com o SamuVet recolhemos, levamos para a clínica. Não existe o SamuVet para cães residenciados ainda, somente em casos de maus-tratos que a gente recolhe”, explica o secretário.
O SamuVet funciona 24 horas, todos os dias da semana. Para acionar o serviço das 8h às 17h, basta ligar para a Secretaria do Meio Ambiente: (51) 3441-4312. Fora deste horário, o contato é o 153, telefone da Guarda Municipal.
O atendimento é gratuito e contempla os animais sem dono atropelados ou debilitados e, ainda, os cães comunitários. Os animais residenciados também poderão ser atendidos através de denúncia de maus-tratos. Nestes casos, o animal é resgatado e, após o tratamento, é encaminhado para a adoção. Já o dono pode ser multado e responder a processo por maus-tratos.
G1

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