Artista causa polêmica com projeto no qual tatuava porcos vivos

\


Ao invés de executar os desenhos em tecidos, Wim Delvoye decidiu tatuar a pele de porcos vivos. As imagens incluem princesas da Disney, padrões de tatuagens de prisioneiros russos e até a logomarca da Louis Vuitton.'

Delvoye começou a tatuar porcos vivos em 1997 nos Estados Unidos antes de migrar a prática para a China. A escolha pelo país se deu em razão de sua legislação mais branda de proteção aos animais.

O belga afirma que os porcos eram muito “mimados” e que os habitantes de Yang Zhen, Beijing, onde ficava a fazenda, ficaram surpresos em quão bem eles eram tratados.
Foto: Getty Images.

Eles eram anestesiados antes de serem tatuados e até três tatuadores trabalhavam simultaneamente no mesmo animal.

As alegações de Wim Delvoye não convencem ativistas pelos direitos animais, que afirmam que os porcos eram submetidos a sofrimento desnecessário e estavam sendo abusados para se obter lucro.

Um porta-voz da ONG PETA diz que o artista deixava os porcos machucados, assustados e confusos: “Artistas talentosos e visionários não precisam de crueldade animal para chamar atenção. Porcos, vacas e galinhas são animais com emoções e pensamentos que sentem tanta dor quanto nós, e eles se importam com suas vidas”.

Animal sendo tatuado (Foto: REX)

Foto: REX

A pele dos animais é vendida por até 55 mil libras cada. Um dos animais, que tinha tatuado em suas costas a imagem de um personagem da Disney, foi vendido para a Chanel e transformado em duas bolsas.

Delvoye encerrou o projeto com porcos em 2008 e desde então realiza projetos como Cloaca e a venda das costas de um homem que ele tatuou – o comprador vai poder ficar com a pele do humano após sua morte.
Foto: Getty Images.

                                                           

 As informações são do Mail Online.

Postagens mais visitadas