Universidade cria roupa de proteção contra o ebola mais segura

Nesta época do ano, a americana Jill Andrews normalmente estaria muito ocupada com o seu negócio, costurando tecidos, fazendo laços e medindo noivas para criar vestidos de casamento. No entanto, a designer esteve entre 60 pessoas que participaram nos últimos cinco meses de um grande desafio na Universidade Johns Hopkins para elaborar melhores formas de proteger profissionais de saúde do vírus mortal ebola.

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Médicos, engenheiros, especialistas em saúde pública e estudantes de graduação também faziam parte do time, que confeccionou uma roupa contra o vírus com tecido Tyvek amarelo.

Os grupos foram divididos em oito equipes, cada um tentando lidar com um problema diferente da roupa que já existe. Por exemplo, os trajes são quentes, óculos embaçam, leva muito tempo para colocar e tirar e há muito lugares de exposição que estão vulneráveis para a infecção.

— Nós invadiram lojas de tecido para tudo que você precisa para testar suas próprias idéias sobre a maneira de projetar um terno, equipamento de refrigeração, xarope de chocolate, máquinas de costura — disse o professor assistente da universidade, Youseph Yazdi, à emissora "PBS".

Cerca de 25 mil pessoas foram infectadas e 10 mil mortas no mais recente surto do vírus na África Ocidental que afetou principalmente a Guiné, Libéria e Serra Leoa.

ZÍPER ATRÁS 

De acordo com um dos participantes, Matthew Petney, um dos grupos mudou, por exemplo, o zíper para a parte de trás, já que a frente é geralmente mais contaminada.

— Podemos, assim, reduzir a necessidade de um avental que eles usam, que é pesada e aumenta a carga de calor — explicou.

As ideias foram suficientemente boas para criar uma roupa que foi um dos 15 projetos escolhidos pela Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (Usaid, na sigla em inglês) para receber financiamento, de um total de 1.500 aplicantes.

O protótipo está sendo refinado e diversas das mudanças que foram realizadas vão aparecer na roupa que começará a ser confecionada este verão.



O Globo

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