Vereador denunciado por matança de cães e gatos é solto

Um dos suspeitos de envolvimento na matança de cães e gatos em Bom Jesus, na Serra do Rio Grande do Sul, no ano passado, o vereador Rafael Oliveira Silveira (PP) foi solto após pagar fiança no valor de R$ 40 mil. Ele estava detido desde dezembro no Presídio Estadual de Vacaria. Por volta das 23h de sábado (18), ele deixou a cadeia.

O parlamentar, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do município, está entre os quatro denunciados pelo Ministério Público (MP) no caso de envenenamento de quase 130 cães e gatos no município, ocorrido em novembro de 2014.
Caso seja absolvido das acusações ao fim do processo, o dinheiro pago em fiança deverá ser restituído. No entanto, se a sentença for condenatória, o vereador deve voltar para a prisão.
Além dele, Oberdan Callai Chaves, Luiz Fabiano Cardoso e Vinícius Nunes também foram denunciados pelo MP pelos crimes de maus-tratos, perigo – por espalharem produto tóxico em via pública – e associação criminosa. Na época, os quatro trabalhavam na prefeitura de Bom Jesus.
O caso levou Silveira a deixar o cargo na Secretaria de Desenvolvimento Econômico e voltar a ocupar uma vaga na Câmara de Vereadores. A Justiça determinou a prisão dele com base no histórico do vereador, que também é acusado de dois homicídios de trânsito. Oberdan e Luiz Fabiano foram exonerados dos cargos que exerciam na prefeitura. Nunes, que nega envolvimento no caso, continua atuando na administração municipal. 
Segundo a Polícia Civil, quase 130 cães e gatos foram encontrados mortos entre os dias 19 e 20 de novembro do ano passado em várias parte da cidade. O delegado responsável pela investigação, Flademir Andrade, detalhou que dois dos quatro indiciados chegaram a admitir o plano para a matança. O motivo, segundo os interrogatórios da dupla, seria conter a proliferação de animais na zona urbana de Bom Jesus. A perícia comprovou que os animais foram envenenados.
Se condenados, as penas podem chegar a dois anos de detenção pelo crime de maus-tratos contra animais e a três anos de reclusão pela prática de associação criminosa.
G1 RS

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