6 coisas que você precisa saber sobre o suposto "Viagra Feminino"

Alguns cientistas afirmam que flutuações no desejo sexual feminino são normais - especialmente quando as mulheres ficam mais velhas. Outros psicólogos sexuais dizem que o défcit de libido pode ser considerada um problema de saúde, já que estaria atrelado a um desequilíbrio hormonal.
Mas, agora, a FDA (Food and Drugs Administration, o órgão regulamentador de medicamentos nos EUA) vai realizar um painel para decidir se aprovam ou não o teste de um potencial 'viagra feminino' em pacientes.
Essa substância é a Flibanserina, uma droga não hormonal criada pelo laboratório Boehringer Ingelheim Pharmaceuticals. Originalmente, ela seria usada como um antidepressivo. Listamos aqui o que você sabemos sobre toda essa questão até agora:
1. Existe uma explicação para a queda do desejo?
Não são só mulheres que sofrem com a falta de libido após uma certa idade - o sucesso do Viagra está aí para provar isso. No entanto, as características dessa queda no desejo são bem diferentes entre homens e mulheres. A disfunção sexual masculina é tratada através da recuperação da ereção. Já a falta de desejo feminina é mais abstrata e ainda é um mistério para os cientistas - a única coisa que se sabe é que o mecanismo cerebral envolvido com a sensação de recompensa tem um papel importante.
Uma das teorias é o chamado Distúrbio do Desejo Sexual Hipoativo (ou HSDD, na sigla em inglês). O HSDD afetaria partes frontais do cérebro e seria uma inabilidade de deixá-las mais inativas. Como essas regiões são responsáveis por tarefas do dia a dia, lembrando de problemas no trabalho, do aniversário de um conhecido, etc. elas interfeririam no funcionamento do circuito de recompensa - e a capacidade de sentir prazer e motivação sexual seria inibida.
2. De onde veio essa Flibanserina?
Como explicamos ali em cima, o medicamento foi desenvolvido como um tratamento para a depressão. Mas testes clínicos mostraram pouca eficácia nesses casos. Um efeito colateral, no entanto, foi notado: mulheres que tomaram a droga começaram a ter experiências sexuais mais satisfatórias. 
3. Como ela funciona?
Ela altera o equilíbrio natural dos neurotransmissores envolvidos com a sensação de recompensa da qual falamos anteriormente: a dopamina, a serotonina e a noradrenalina, compensando e normalizando os níveis dessas substâncias. Se a teoria do HSDD estiver certa, a droga permite que esses circuitos frontais relacionados à responsabilidades possam ter a atividade diminuída em determinados momentos - e parem de inibir o prazer sexual.
4. Qual foi o resultado dos primeiros testes?
A FDA já rejeitou a droga em 2010 porque, apesar de pacientes dizerem que suas experiências sexuais foram mais satisfatórias, experimentos falharam em quantificar um aumento do desejo. O problema é: como é possível quantificar algo tão abstrato? Agora novos experimentos serão feitos.
5. Existem efeitos colaterais?
Sim: tontura, sono e possivelmente náusea. Mesmo assim, eles são menos extremos do que drogas para disfunção erétil já aprovadas. Estes incluem coisas como infarto, cegueira, morte súbita e até ruptura peniana.
6. E a repercussão?
Apesar da busca pela versão feminina do viagra estar a todo vapor na indústria farmacêutica (o viagra é um sucesso de vendas que pode ser repetido), muitas pessoas temem que a droga, se aprovada, poderá inibir a busca de soluções em caso que a falta de desejo não é um problema isolado, sim um sintoma. De acordo com a professora da Universidade de Southampton, Cynthia Graham, que leciona psicologia e saúde, a falta de desejo pode significar depressão ou estafa. "A situação que leva à falta do clima deve ser considerada sempre", contou ela à BBC.

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