Marcha pelo fim dos matadouros aconteceu em diversas cidades do mundo

Neste dia 13 de junho, aconteceu em Paris, Berlim, Londres, Istambul, Sydney, Bruxelas, Toulouse, Cassel, Toronto, Los Angeles e outras cidades, manifestações contra os matadouros. Milhares de cidadãos compassivos realizaram uma marcha para pedir pelo fechamento dos matadouros de animais de todo o mundo e pelo fim da violência que infligimos aos animais não humanos. 

Foto: Twitter/L214 Éthique Animaux
Foto: Twitter/L214 Éthique Animaux
“As sociedades têm marchado constantemente contra o sexismo, o racismo e a homofobia. Agora, nós pedimos às pessoas que se unam para protestar contra outra opressão: o especismo. Nossos companheiros terráqueos não humanos precisam  desesperadamente de nós para agir contra a sua dor contínua e o seu sofrimento nas mãos de uma sociedade que se alimenta de carne. O consumo de carne causa mais sofrimento e morte do que qualquer outra atividade humana, e é completamente desnecessário”, disse a organização do evento em seu site.
Ainda, estima-se que a cada ano 1.000 bilhões de animais aquáticos são mortos em todo o mundo, o que significam 1.902.588 a cada minuto ou 31.710 a cada segundo. E quanto aos animais terrestres, a estimativa é de 64 bilhões de animais terrestres mortos em todo o mundo, por ano, para o apetite dos seres humanos (ou: 121.766 a cada minuto, e 2029 a cada segundo).
Cena da manifestação em Londres. Foto: Twitter/@ldmgrd
Cena da manifestação em Londres. Foto: Twitter/@ldmgrd
É hora de indicar claramente a necessidade de abolir a escravidão não humana, e de se opor às práticas que exploram, torturam e assassinam animais. Esta marcha é parte de um movimento necessário para fechar permanentemente todos os matadouros e falar pelos que não têm voz, de modo a despertar a transformação tão necessária para a continuidade da vida no planeta.
Nas redes sociais, foi usada a hashtag #StopAbattoirs para a divulgação do evento.
No ano passado, a marcha aconteceu no dia 7 de junho em Toulouse, e nos dias 14 do mesmo mês em Paris, Toronto, Montreal e Kassel, e 21 em Nova York, e no dia 12 de julho em Bern. Já em 2013, ocorreu no dia 15 de junho em Paris, Toulouse, Toronto, Istambul, Londres, São Paulo e Rio de Janeiro.
A filosofia por trás da Marcha: Exigir a abolição da exploração animal, tortura e morte
O número de pessoas que se recusam a participar da exploração em massa, tortura e matança de animais não humanos está crescendo.
A exploração animal, como qualquer outra forma de exploração, implica um sistema que torna a opressão moralmente aceitável e justificada, e desencoraja desafios à sua ideologia fundamental. Esta discriminação contra os animais não humanos, chamada de “especismo”, está na raiz de toda a escravidão animal. Ela afeta toda a sociedade e deve ser abordada em um nível coletivo.
“Como tal, a exploração animal é uma questão política e social. Neste contexto, usamos o termo ‘política’ porque estamos envolvendo os cidadãos, a fim de mudar organizações sociais, leis, instituições, ideologias e cultura. A proibição da escravidão e do consumo animal nunca deve ser comprometida e apresentada como uma opção, nem como uma questão de escolha pessoal. É uma questão de justiça para as vítimas exploradas e assassinadas. Se não o fizermos com ousadia e exigirmos diretamente esta mudança social agora, o status dos animais como mercadorias continuará a ser a opção padrão, e abolição da escravidão dos animais não humanos permanecerá sempre um sonho, nunca uma realidade”, afirma a mtcas.org.
Foto: Twitter/Veganomically
Londres. Foto: Twitter/Veganomically
Manifestantes em Paris. Foto: Twitter/Cédric Garroufe
Manifestantes em Paris. Foto: Twitter/Cédric Garroufe
As informações são do mtcas.org e do stopabattoirs.org.

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