Galeria usa cavalos vivos em exposição

No dia 26 de junho, milhares de nova-iorquinos se reuniram no Greenwich Village para celebrar a conquista do casamento igualitário nos EUA. A poucas quadras da histórica comemoração, 12 cavalos passavam pelos horrores do confinamento numa exposição que aconteceu em uma galeria de arte, envolvendo animais vivos. 

O jornal New York Times descreveu a exposição como “estupenda”, mas os nova-iorquinos conscientes não estão de acordo. Alguns deles foram à galeria para protestar.
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O artista, Jannis Kounellis, afirma que o conceito de amarrar cavalos às paredes “faz uma conexão entre o elemento vivo e a ideia de fundamentos sólidos”. A exposição foi exibida pela primeira vez em Roma, em 1969. O dono da galeria, Gavin Brown, não previu a indignação que a exposição causaria em 2015, quando recriou o projeto em sua galeria. Durante quatro dias, os cavalos permaneceram amarrados às paredes por seis a nove horas diárias, impossibilitados de se mover ou descansar.
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Em discussão exaltada com ativistas que protestavam no local, Brown afirmou que os cavalos estavam recebendo tratamento digno, com acesso a comida, água e ar condicionado. Mesmo que isso seja verdade, o argumento dos defensores é que não se pode tratar animais como peças de arte ou “objetos”, palavra que o próprio artista usou para descrever os cavalos.
Brown recebeu ligações de indivíduos de todas as partes do país, que também expressaram sua indignação nas redes sociais.
Essa não é a primeira vez que Jannis Kounellis utiliza animais vivos em seus trabalhos. Numa peça intitulada “Fishbowl”, colocou uma faca de cozinha numa tigela contendo peixinhos-dourados vivos.
Depois da reação à exposição, Brown cancelou seus planos de reproduzir a obra mais uma vez, em outra de suas galerias.
A reportagem é do Their Turn.

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