4 formas de compreender melhor a assexualidade

Mesmo entre sexólogos, a assexualidade não é bem compreendida - é isso o que argumenta o pesquisador Anthony Bogaert, da Universidade Brock. De acordo com ele, é muito mais fácil estudar comportamentos existentes do que a falta deles. Mas isso não significa que a assexualidade deveria ser ignorada: afinal não é possível compreender o espectro inteiro do desejo sexual a não ser que sejam estudados aqueles que nunca o sentem.
Bogaert, que recentemente publicou um grande estudo sobre o tema no Journal of Sex Research, levantou estes fatos:
1. Não é um distúrbio
A assexualidade não é um distúrbio como o distúrbio de desejo sexual hipoativo. As evidências são de que ela seja uma orientação específica, assim como heterossexualidade, homossexualidade ou bissexualidade.
2. É uma orientação sexual
Da mesma forma que a atração sexual por um determinado ou por ambos os sexos ajuda a definir as orientações citadas anteriormente, a assexualidade também seria definida pela falta de atração. 
3. Não é um problema fisiológico
Só por que alguém não sente desejo sexual, não significa que haja algo errado com o corpo da pessoa. Pesquisas da University of British Columbia mostram que os assexuais conseguem ter ereções ou, no caso das mulheres, lubrificação vaginal. A diferença é que eles não são atraídos sexualmente por nada. 
4. 1% da população mundial?
Estima-se que 1% da população mundial seja assexual, mas esse número pode ser maior ou menor já que, até hoje, não há uma definição precisa para a assexualidade. 

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