Fast-foods serão obrigados a informar sobre excesso de sal dos alimentos

Nova York será a primeira cidade dos Estados Unidos a exigir que as redes de restaurantes fast-food incluam no cardápio um aviso nos alimentos que contenham excesso de sódio.
A proposta de lei foi aprovada com unanimidade pela Junta de Saúde e deve entrar em vigor a partir de dezembro, de acordo com informações da rede BBC.
Com a nova lei, as redes de fast-food precisarão incluir em seus cardápios o símbolo de um saleiro ao lado dos alimentos que superem o limite diário de sódio (2.300 miligrama ou uma colher de chá de sal) recomendado pelas autoridades. Estima-se que 10% dos produtos que aparecem nos menus destes restaurantes superam o limite diário e terão de incluir a advertência.
A legislação faz parte dos planos do prefeito da cidade, Bill de Blasio, de reduzir em 25% a mortalidade prematura até 2040. O excesso de sal na alimentação está relacionado com o aumento do risco de pressão alta, o que pode desencadear problemas cardiovasculares como infarto e derrame.
De acordo com a agência americana reguladora de remédios e alimentos (FDA, na sigla em inglês), os americanos consomem, em média, 3.300 miligramas de sódio por dia. A maior parte disso provém de alimentos processados e de restaurantes fast-food.
Nos últimos anos, Nova York lançou diversas medidas pioneiras relacionadas à alimentação da população, como banir as gorduras trans dos restaurantes da cidade e obrigá-los a incluir as calorias nos cardápios.
Enquanto autoridades de saúde comemoram a medida, donos de restaurantes e produtores de sal a consideram um retrocesso na propagação de advertências confusas. Eles também afirmam que iniciativas para melhorar os hábitos alimentares da população devem ficar na dieta como um todo e não em alguns ingredientes.

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