Macacos e papagaios vivem em espaços superlotados no Cetas, em João Pessoa

O Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa, está enfrentando um problema de superlotação. De acordo com o chefe do centro, Edilton Nóbrega, o problema é que o número de animais resgatados é maior do que a quantidade devolvida à natureza ou encaminhada para zoológicos.

No centro, que fica localizado na Mata do Amém, existem atualmente 20 macacos-prego, que chegaram no local após serem resgatados ou apreendidos em operações de órgãos ambientais. Mas, segundo Nóbrega, o Cetas só tem capacidade para três macacos, um em cada ambiente, e com a permanência máxima de 40 dias para a triagem.
“Foram colocados alguns em algumas ilhas em açudes públicos, mas os açudes secaram e perderam a condição de ilha, por isso não estamos podendo levar os animais para lá. Aqui não é um centro de manutenção, é um centro de triagem e eles devem ser destinados para algum lugar. Os que não têm condições de serem soltos devem ser recebidos por zoológicos, mas eles também estão lotados”, explicou Edilton.
“Infelizmente a gente não tem mais recintos para colocar os animais e a gente não pode misturar as espécies pois causa um problema sério de briga e desafio entre os machos alfa e acaba complicando a situação. O parque não tem condição nenhuma de receber mais nenhum bicho”, disse Azevedo.Um dos locais que poderiam receber os macacos é o Parque Arruda Câmara, a Bica, em João Pessoa. O parque tem uma ilha onde mora uma família de 12 macacos-prego, além de um espaço onde vivem oito macacos-prego galegos, que estão em extinção e não podem se misturar com os outros. O diretor do parque, Jair Azevedo, explica que a Bica não tem mais como acomodar novos animais e já mandou até alguns de volta para o Cetas.
Além dos macacos-prego, o Cetas também registra uma superlotação de papagaios. Cerca de 25 aves estão no local sem previsão de sair. O chefe do centro aguarda o resultado de estudos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) sobre novas áreas que podem acomodar os animais. “Hoje temos três escolas de veterinária e três de biologia, a esperança é esta produção científica dar um rumo para nós”, completou.
G1 PB

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