Cientistas podem prever a inteligência de uma pessoa a partir de sua atividade cerebral

Nossos cérebros são conectados de formas tão diferentes que podem ser identificados só com base em imagens escaneadas da atividade que ocorre neles. É o que afirma um estudo publicado na última segunda (12) no periódico científico Nature Neuroscience.


A experiência faz parte do Projeto Human Connectome, que une esforços de várias universidades americanas para construir um mapa completo da estrutura e das funções das conexões neurais. Para a pesquisa, foram estudadas as imagens das atividades cerebrais de 126 adultos que, durante os testes, fizeram várias atividades cognitivas, como exercícios da memória e da linguagem.
Os pesquisadores dividiram a imagem do cérebro em 268 regiões, cada uma delas com cerca de dois centímetros e contendo milhões de neurônios. A intenção aqui era encontrar padrões de conectividade e, para isso, foram observadas as áreas que mostravam atividades sincronizadas.


A equipe percebeu que em algumas regiões do cérebro, como aquelas que controlam a visão as habilidades motoras, o circuito neural da maioria das pessoas se conecta de formas parecidas. Já os padrões de conectividade em outras áreas, como o lobo frontal, mudam de indivíduo para indivíduo.

A partir disso, os pesquisadores conseguiram identificar a imagem da atividade cerebral de cada pessoa mais de uma vez — mesmo que o participante em questão estivesse realizando atividades diferentes.

“Até esse momento, não tínhamos ideia de até que ponto cada indivíduo tinha um padrão único de conectividade”, diz o neurocientista Russell Poldrack, da Universidade Stanford.

Essa informação pode ajudar médicos a desenvolverem tratamentos específicos para os pacientes no futuro.

De acordo com os cientistas, as variações nos padrões de conectividade também estão relacionadas com o desempenho das pessoas em testes de inteligência. Nos experimentos realizados pela equipe, os voluntários com conexões mais fortes entre os lobos frontal e parietal foram os que tiraram as notas mais altas nas avaliações.

Via Nature

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