Designers criam biquíni que combate a poluição nos oceanos

O litoral do Brasil possui 7.367 km de extensão. 9.200 km se levarmos em conta cada reentrância da costa. Acontece que a cada três praias brasileiras, uma é imprópria para banho

De modo geral, o cidadão comum tem pouco a fazer para mudar essa situação de forma prática e imediata, mas um produto recém-criado pode mudar esse cenário pouco otimista. Conheça o SpongeSuit, um biquíni que promete ajudar a limpar os mares.

O grande lance do SpongeSuit está na parte de cima do biquíni. A face externa é feita de um tipo de plástico flexível impresso em 3D – com uma estética que lembra uma teia de aranha, essa parte comporta a esponja, a responsável pela faxina propriamente dita.

A esponja, feita de carbono, é super-hidrofóbica e extremamente porosa.

Em seu interior existem vários tamanhos de poros e sua textura em um nível microscópico é ondulada. Esses fatores fazem com que o biquíni seja capaz de absorver até 25 vezes o próprio peso, dependendo da densidade da substância recolhida. O SpongeSuit tira da água tudo o que não é água.

Depois de feita a limpeza, a esponja deve ser submetida a um calor de 1000 °C – é somente nessa temperatura que ela é derretida e as substâncias poluentes são separadas da esponja, agora em estado líquido. É nesse estado, aliás, que a reciclagem do SpongeSuit começa, fazendo com que o produto forme um ciclo fechado e sua fabricação quase não gere impactos ambientais.

Ainda não há previsão para a distribuição comercial do invento, mas os criadores dizem que seu custo de produção é baixo – algo como 15 centavos de dólar por grama, ou pouco mais de 8 dólares, já que a peça pesa 54 gramas. O prêmio de inovação digital Reshape elegeu o SpongeSuit como a grande ideia de tecnologia vestível de 2015.

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