Larvas que se alimentam de isopor podem ajudar a preservar o meio ambiente

A cada ano a Humanidade despeja 8 milhões de toneladas de plástico no oceano. Só o Brasil descarta aproximadamente 2,2 milhões de toneladas desse material todo ano – 17,2% desse total é reciclado e mesmo assim isso não ocorre por causa de uma estrutura organizada pelo governo ou pelo setor privado, mas sim pelo esforço individual de 500 mil catadores informais.
Dado o tamanho do problema, a possível solução encontrada por pesquisadores é surpreendentemente pequena: larvas comedoras de plástico.

Sim, uma larva se contorcendo é uma das cenas mais repugnantes que podemos conceber, mas deixemos essa imagem de lado e foquemos na descoberta dos cientistas de Stanford. O bicho-da-farinha, também conhecido como tenébrio, pode sobreviver com uma dieta à base de isopor e outras formas de poliestireno.

Na realidade, o tenébrio é a larva que mais tarde vai dar origem ao besouro Tenebrio molitor. Os pesquisadores descobriram que dentro dessas larvas vivem microorganismos que biodegradam o plástico – é a primeira vez que cientistas se deparam com “evidências detalhadas de degradação bacteriana de plástico no interior de um animal”, segundo o site de Stanford.

Durante o experimento, uma centena de tenébrios comeram entre 34 e 39 miligramas de isopor por dia, convertendo metade dessa quantia em dióxido de carbono. Nas 24 horas seguintes as larvas liberaram fragmentos biodegradados em forma de excremento – os tenébrios que mantiveram a dieta normal estavam tão saudáveis quanto os devoradores de isopor. 

Estudos anteriores já haviam demonstrado que outros tipos de larvas também continham em sua composição microorganismos que podem processar o polietileno, mas até então o isopor sempre foi tido como um material não biodegradável e portanto mais nocivo ao meio ambiente.

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