Sem controle de alimentos, Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos

Matéria divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo no último domingo, 4 de outubro, chama atenção para a falta de controle dos níveis de agrotóxicos de frutas, legumes e verduras que chegam diariamente à mesa dos brasileiros.


Segundo análise por amostragem da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), dos alimentos que compuseram as cestas básicas do Estado de São Paulo no ano passado, 31% tinham agrotóxicos proibidos ou em quantidade acima da permitida.

Com o resultado, fica evidente a falta de rigor no controle de qualidade dos hortifrutigranjeiros que são produzidos e comercializados no país. O resultado dessa análise evidencia falhas na cadeia de controle da qualidade dos hortifrutigranjeiros produzidos e comercializados dentro do território nacional.

Em 2014, Anvisa detectou 31% de desconformidade nos produtos analisados em supermercados da capital e da Grande SP.

A exemplo do maior armazém comercial da América Latina, o Ceagesp (Companhia Entrepostos e Armazéns Gerais), por onde passam cerca de 30% de toda produção nacional. Os produtos são distribuídos para supermercados e feitas da capital, além de dezenas de cidades do interior e outros Estados.

Um dos principais produtores de alimentos no mundo, consequentemente, o Brasil se torna também um dos maiores consumidores de agrotóxicos do planeta. Sobretudo, ingerindo substâncias propensas ao câncer – sendo, muitas delas, proibidas na União Europeia, China e Índia.

Consequências e efeitos preventivos
O consumo de alimentos afetados pelo uso de agrotóxicos pode levar a uma série de riscos à saúde, como irritação na pele e nos olhos a dificuldades respiratórias, malformações congênitas, alterações hormonais, imunológicas e câncer.

Sábios costumes da medicina popular confirmam que, lavar bem os alimentos, ajuda, mas ainda assim não eliminam todos os males dos pesticidas. 



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