Após fiscalização, partes de hospital de João Pessoa são interditadas

Partes do  Hospital Samaritano em João Pessoa foram interditadas na manhã desta terça-feira (17) pelo Programa de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério Público da Paraíba (MP-Procon). A unidade hospitalar, que fica no bairro da Torre, teve interditadas a sala de desinfecção química e áreas da lavanderia. Com a interdição, as cirurgias eletivas foram suspensas, segundo o MP-Procon. Foi dado um prazo de 15 dias para a regularização do local.

Segundo o diretor do Samaritano, Ricardo Diniz, as ações para resolução dos problemas encontrados já estavam em andamento durante a fiscalização. “Já está tudo sendo finalizado. Os outros detalhes, estamos definindo com a Vigilância Sanitária. Por enquanto, não tem nada suspenso”, ressaltou ele.

O Conselho Regional de Farmácia detectou que não há farmacêuticos suficientes para cobrir o horário integral de funcionamento da unidade hospitalar. Diante disso, o CRF concedeu prazo de cinco dias para regularizar a situação dos profissionais. Ainda na fiscalização, foram encontrados medicamentos vencidos que estavam separados de forma inadequada, diz o MP-Procon.O motivo das interdições, de acordo com a Vigilância Sanitária, é que foram encontrados materiais sem identificação e outros misturados com material de construção, devido a uma reforma que está ocorrendo no local. Além disso, o MP-Procon relatou que as áreas não possuem as dimensões determinadas pela legislação.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, foram verificadas irregularidades como falta de sinalização adequada e problemas no sistema de detecção de incêndios. Por isso, o certificado da corporação foi cassado e estabelecido um prazo de 15 dias para resolver os problemas apontados.
Segundo o promotor Glauberto Bezerra, a ação faz parte do Programa de Prevenção de Acidentes de Consumo, desenvolvido pelo MP-Procon. “Temos um programa de contenção à violência silenciosa. Violência não se comete só com arma de fogo, a violência silenciosa existe e causa transtorno ao consumidor, afetando sua vida diária e, muitas vezes, ele não percebe”, explicou ele.
Do G1 PB

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