Moradores passam mal e abastecimento de água é suspenso


A prefeitura de Periquito, no Leste de MInas, interrompeu o abastecimento de água após 16 moradores procurarem unidades de saúde apresentando vômito e diarreia. A captação era feita em uma represa, administrada pela Copasa. Segundo a prefeitura, o local não recebe água do Rio Doce, que foi atingido por uma enxurrada de lama. A água vem de outras nascentes.

A coordenadora de epidemiologia e vigilância sanitária do município, Valdirene Arantes Costa Almeida, disse que o problema está em uma das nascentes. Ainda de acordo com ela, o tratamento da Copasa não está sendo suficiente para limpar a água, que apresenta mau cheiro, e são realizadas várias análises. “Não sabemos o que tem na água, só sabemos que o problema é na nascente. Um técnico de meio ambiente da Regional de Fabriciano está no município e coletamos amostras da água para teste”, esclareceu.

A Copasa informou que trabalha para resolver o problema, enquanto isso a cidade é abastecida por caminhões-pipa e não há previsão para normalização. A prefeitura está distribuindo água mineral para moradores. 

A dona de casa Alaíde Costa Meira ficou três dias sentindo vômito, diarreia e dor de cabeça. O motivo segundo ela seria o consumo da água com mau cheiro que chega pela torneira. “A água está com gosto de lama pobre”, diz a moradora.

Captação interrompida
Em Pedra Corrida, distrito de Periquito, a captação foi interrompida devido ao aumento da turbidez na água, que vem do Rio Doce. A Samarco, cujos donos são a Vale e a BHP Billitonx, perfurou um poço artesiano no local para atender os 1500 moradores.

Em Galileia, cidade com cerca de 7 mil habitantes, a captação de água que era feita através do Rio Doce também está suspensa por causa da turbidez da água. Segundo a secretaria municipal de saúde, houve aumento no número de pessoas que procuraram atendimento médico apresentando diarreia. Nas últimas três semanas foram 60 casos.

Do G1 MG


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