Zoológico é acusado de matar lobos para vender a pele dos animais

Um grupo ativista de direitos animais ameaça processar um zoológico de Minnesota, nos Estados Unidos, que revelou estar matando lobos para extrair as suas peles.

O local chamado Fur-Ever Wild fica na cidade de Lakeville e é um estabelecimento que permite que os visitantes interajam com os filhotes de lobos. A ONG Animal Legal Defense Fund tem divulgado que a empresa mata os lobos para vender as suas peles. As informações são do Huffington Post.
“Nós esperamos que o Fur-Ever Wild concorde em parar com a sua operação de matança de lobos nos próximos 60 dias; caso contrário, nós pretendemos certificá-la da aplicação da lei”, disse o diretor executivo da ALDF, em um comunicado, referindo-se à lei de Espécies Ameaçadas segundo a qual é ilegal matar lobos por serem uma espécie considerada em risco de extinção.
O grupo irá buscar uma acordo de ordem judicial que assegure que nenhum dos lobos do Fur-Ever Wild seja morto por sua pele”, afirmou o advogado Christopher Berry ao Huffington Post.
Em depoimento a um tribunal cível em 2012, a dona do zoológico, Terri Petter, disse que a maioria dos “seus” animais era criada para extração de peles. Quando questionada se ela matava os animais ou esperava os mesmos morrerem naturalmente, ela respondeu: “depende da demanda do mercado”.
Petter afirmou, nesse seu depoimento, que ela acabara de produzir duas peles e que havia mais 25 que deveriam ser produzidas nas próximas duas semanas. Ela também acrescentou que criava lobos de maior porte, o que permitia o fornecimento de peles dentro de um ano, ao invés de ter de mantê-los por dois anos.
Fur-Ever Wildlobos2
No entanto, Petter disse ao Associated Press em Maio que ela somente usa peles de animais que morrem de causas naturais. “Não é que todos os animais entram e são esfolados”, disse ela. “Isso é ridículo”.
Petter não respondeu a um contato do Huffington Post, e informou ao TakePart.com que ela não estaria comentando o caso pois alguém teria posto fogo em um de seus prédios, embora ela não tenha sugerido diretamente que o incêndio estivesse relacionado às alegações dos ativistas.
A ALDF aponta para relatórios que Petter enviou para o Departamento de Recursos Naturais de Minnesota, que evidenciam que o Fur-Ever Wild tem matado lobos. Em seu relatório de 2012-2013, Petter declara que havia 31 lobos sob sua tutela, e que 33 nasceram e 24 morreram durante o ano. Seis lobos também teriam sido vendidos naquele ano, levando o número a 34 no final do período.
No relatório de 2013-2014, Petter diz que sua empresa começara o ano com 38 lobos – quatro a mais que o número declarado no fim do ano anterior, e sem explicações sobre o motivo dessa diferença. Dezenove filhotes nasceram durante o ano, e 19 morreram.
As mortes dos lobos são registradas sob uma categoria chamada “Número de mortes (…massacrados para consumo)”. Alex Gutierrez, do DNR de Minnesota, explicou que esta designação abrange todas as mortes, incluindo as “naturais” e as intencionais.
Berry não acredita que todas as mortes mencionadas como “naturais” por Petter o tenham sido realmente.
“Se todos aqueles lobos estão morrendo de causas naturais, então há um problema muito sério no Fur-Ever Wild”, disse ele.
O advogado afirma que a maioria das pessoas que visitam o local não têm conhecimento do que acontece com os animais.
No Fur-Ever Wild também vivem outras espécies de animais – incluindo linces, raposas e gambás – e Berry lembra que matar esses animais por suas peles não é contra a lei no estado.
Berry disse que a ALDF foi avisada sobre a suposta matança no Fur-Ever Wild por ativistas locais que faziam uma campanha para evitar que a empresa abrisse uma segunda unidade em Dakota do Sul. De fato, essa unidade abriu brevemente, porém foi fechada após 10 semanas devido a oposição local.
“O esforço dos ativistas foi alimentado em grande parte pela indignação pública sobre as fortes evidências de que o Fur-Ever Wild estaria matando animais por suas peles”, disse Berry.
Fonte: Anda

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