Chega a quase 9 toneladas o total de alimentos recolhidos

Chega a quase nove toneladas o total de alimentos impróprios para o consumo apreendidos pelo Ministério Público e a Vigilância Sanitária do Rio Grande do Sul até a tarde desta quinta-feira (14)
em Capão da Canoa, Imbé e Tramandaí, no Litoral Norte gaúcho, em uma semana. Segundo o órgão, foram encontradas irregularidades em todos os 41 bares, lanchonetes e restaurantes vistoriados, e 16 deles foram interditados, na maioria por falta de higiene e problemas com alimentos.
Perto do estabelecimento, chamou a atenção dos fiscais um galpão usado como depósito clandestino de alimentos. Lá, foram encontradas cerca de quatro toneladas de carnes de gado, pescados e frutos do mar impróprios para consumo e sem procedência. Segundo o MP, o produto irregular era distribuído para lancheiras, bares e restaurantes.Três deles aconteceram barra de Imbé. Em um deles, os donos afirmam que o único problema eram os insetos, e que até a noite desta quinta tudo seria resolvido. "Fizemos apenas algumas adequações que foram pedidas para nós, como colocar as telas nas saídas exatamente pela questão dos insetos", diz o garçom Juliano Kremer.
A Vigilância Sanitária apreendeu os alimentos e fechou o local, e o responsável foi preso por crime contra a relação de consumo. Os produtos ainda estavam armazenados em refrigeradores velhos e perto do lixo.
"Teve casos de apreensões e de vários alimentos junto a locais que eram destinados, na verdade, a colocar lixo, e não alimentos. Então é evidente que esses alimentos, uma vez consumidos, uma vez preparados, vão causar um dano à saúde. Talvez, digamos assim, pior do que muito lixo que viesse a ser comido. Mas não estou dizendo que isso é uma regra geral em todo o Litoral", disse o subprocurador-geral de Justiça do Ministério Público, Fabiano Dallazen.
Em Tramandaí, o Restaurante Patinho Feio tinha uma máquina de lavar e roupa suja na cozinha. As imagens deixam os consumidores desconfiados. "A única coisa que passa pela cabeça é indignação. Como vão comercializar algo estragado?", indaga o industriário Darlan Santos.
A Lancheria Patinho Feio informou, por meio de uma nota, que está fechada para adequações exigidas na fiscalização. O estabelecimento informou que faltava telas em janelas e portas, para evitar a entrada de insetos, e ainda foram encontrados alimentos armazenados em recipientes sem rótulos de identificação. "Em nenhum momento foi encontrado carnes vencidas ou estragadas", manifestou-se a lancheria em nota.
Segundo o estabelecimento foram descartados 16 potes por falta de rótulos de identificação e todo o estoque de carnes, preparados diariamente, que também são necessários a rotulagem. A lancheria negou que uma tonelada de alimento tenha sido apreendida no local. "Não temos espaço para armazenar toda essa quantidade de produtos", observou em nota.
O Ministério Público alerta que o consumidor pode denunciar irregularidade pelo telefone (51) 3295-1096.
Do G1 RS

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