Operação recolhe 1 t de comida e autua 12 supermercados

Uma operação envolvendo a polícia, Vigilância Sanitária e Procon-MS resultou no recolhimento de 1.140 quilos de alimentos e autuação de 12 supermercados e hipermercados
de Campo Grande, conforme divulgado nesta quinta-feira (28). A fiscalização teve o foco na prevenção.
Segundo o titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relação de Consumo (Decon), Elton de Campos Galindo, a operação foi realizada entre os dias 25 e 27 de janeiro e não houve denúncia.
Representantes da Vigilância Sanitária, Decon e Procon (Foto: Juliene Katayama/G1 MS)
Representantes da Vigilância Sanitária, Decon e
Procon (Foto: Juliene Katayama/G1 MS)
“A escolha dos estabelecimentos foi pela grande circulação de consumidores, ou que já teve denúncia, ou que é distante do Centro e, por isso, o fornecedor supõe não haver fiscalização”, afirmou Galindo.
O coordenador de Atendimento e Fiscalização do Procon, Erivaldo Marques Pereira, explicou que a falta de preço nos produtos, divergência de valor da gôndola com o caixa, falta de informação sobre vencimento de produtos promocionais e publicidade enganosa foram as principais causas de autuações.
“Teve um caso em que vinha duas caixas de sabão em pó e dizia que o amaciante era gratuito, mas não era. Se o consumidor fizesse as contas, o produto estava custando R$ 2”, pontuou Pereira.
O coordenador de Vigilância Sanitária de Campo Grande, Leonardo Azambuja Jacarandá, disse que os problemas mais encontrados foram latas amassadas, produtos vencidos e fora da temperatura adequada de armazenamento.
“Os produtos não tinham segurança para o consumo humano”, destacou Jacarandá.
O prazo de defesa das empresas em relação às infrações constatadas pelo Procon é de 10 dias. Já da Vigilância, são 15 dias a partir da notificação. Os produtos apreendidos foram levados para o depósito da Vigilância Sanitária ou descartados no próprio estabelecimento.
O delegado informou que não tem um cronograma sobre a próxima operação nos supermercados da capital sul-mato-grossense, mas a fiscalização será realizada em breve nos estabelecimentos do interior do estado.De acordo com Jacarandá, da 1,1 tonelada de produtos recolhidos, 60 quilos não eram perecíveis. Do total, 557 quilos foram levados para o depósito e 523 quilos descartados. Os estabelecimentos podem receber multas de R$ 100 a R$ 15 mil e, se for reincidente, o valor pode chegar a R$ 150 mil.
Do G1 MS

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