Cuidado com o falso bacalhau

Com a proximidade da Semana Santa, os supermercados e peixarias já se preparam para vender o bacalhau. 


Segundo a legislação brasileira, o bacalhau só pode ser produzido com três espécies de peixe:
  • Gadus mohrua, este é o verdadeiro bacalhau do Porto;
  • Gadus macrocephalus;
  • Gadus ogac.
As demais espécies são o que podemos chamar de “falsificação” e devem ser comercializadas como peixe salgado ou peixe salgado seco. Confira os tipos:
  • Ling
  • Zarbo;
  • Saithe.
Veja como identificar o verdadeiro bacalhau:

  • A forma do peixe: o legítimo bacalhau é largo e permite corte em lombos.
  • O rabo do peixe: deve ser quase reto ou ligeiramente curvado para dentro e de cor uniforme. Se tiver uma espécie de “bordado” branco na extremidade, não é o legítimo.
  • Cor do peixe: o bacalhau de verdade é cor palha. Fuja dos branquinhos, esses são falsos.
  • A pele: no verdadeiro bacalhau a pele solta com facilidade.

Evite comprar bacalhau salgado e seco com muito sal ou umidade. Se for comprar o produto inteiro, pegue firmemente na parte posterior do peixe, soltando a cauda. Se dobrar, é porque tem água em excesso.

Observe bem o alimento. Não compre se estiver vermelho ou com pó fino cinzento, branco ou amarelo. Isso revela problemas de processamento e conservação.

Mas como o preço do verdadeiro bacalhau é tão salgado quanto o próprio, alguns estabelecimentos salgam outras espécies de peixe e vendem como a iguaria por um preço mais em conta. 


             Flávio Pinto
Médico-Veterinário Sanitarista 

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