Ondas sonoras podem tratar impotência

O Viagra ajudou milhões de homens. Pessoas que já tinham considerado sua vida sexual como encerrada conseguiram voltar a transar - ou até transar pela primeira vez - com o uso da famosa pílula azul. 

O chato é que o produto tem suas contraindicações, uma noite de farra pode custar para o usuário já que dores de cabeça, problemas na visão, e até mesmo perda repentina de audição, são efeitos colaterais constantemente relatados. Agora, 15 anos depois que o medicamento chegou às farmácias, um grupo de especialistas se reuniu em Madri, para discutir a medicina em órgãos sexuais, e eles afirmam que a impotência sexual pode ter outro tratamento: eles querem usar ondas sonoras para tratar a disfunção erétil.
Na verdade, o tratamento tem mais relação com uma arma elétrica do que com uma playlist do Spotfy. Em um dos estudos debatidos, pesquisadores aplicavam as ondas sonoras e choques de baixa intensidade em seis pontos do pênis. As vibrações acabam aumentando o fluxo sanguíneo no órgão do paciente. Os cientistas afirmam até que o uso da técnica pode ajudar o pênis a criar novos vasos na região - o que poderia ajudar na recuperação natural da potência ao longo do tempo.
Os resultados têm sido promissores. De acordo com o relatório da pesquisa, 112 homens foram avaliados. Todos afirmando que não conseguiam manter uma ereção sem auxílio de medicamentos. 66 receberam as ondas sonoras e os outros 66 pensaram que estavam recebendo o tratamento, mas ficaram só placebo. Entre os que efetivamente foram tratados com a técnica, 57% clama que conseguiu uma ereção consistente o suficiente para que houvesse penetração (entre os placebos, o número foi de 9%).
Outro estudo, produzido pelo Centro de Pesquisa Clínica de Conecticut, aplicou os choques em homens que não respondiam ao Viagra. De acordo com os envolvidos na pesquisa, os pacientes conseguiram melhorar suas ereções em um período de até um ano após o tratamento.
Como as pesquisas ainda são pequenas, é melhor ter cautela e não aceitar logo de cara se um médico sugerir dar eletrochoques em você ou no seu parceiro. Em entrevista à revista americana New Scientist, o urologista da Universidade Johns Hopkins, afirma que, apesar de estar senso cada vez mais convencido pelos resultados do procedimento, ainda não indicaria a ação para seus pacientes - principalmente por conta da falta de padronização no tratamento.  

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