'Desinfetante' de sangue pode ser alternativa para transfusões em risco de zika

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um kit para inativação de patógenos em bolsas de sangue doados. 

A traquitana tecnológica, quando irradiada com raios UV-A, é capaz de anular os mais diversos vírus e bactérias, inclusive o zika vírus, tão temido das grávidas pela sua associação com a microcefalia.
Pelo fato de não haver um exame rápido que detecte a presença do zika vírus em um sangue doado, a adoção do mecanismo por bancos de sangue brasileiros pode ser uma alternativa para dar segurança a grávidas que precisem receber plasma ou plaquetas.
Professor da Universidade Federal Fluminense e diretor do hemocentro Hemo Rio, Luíz Amorim explica que o dispositivo já estava aprovado na Europa, mas só agora chegou ao Brasil.
"O kit consiste em uma bolsa plástica, tipo a de armazenamento de sangue, com um medicamento chamado amotozalen (normalmente usado para tratamento de psoríase). Quando o sangue doado entra na bolsa, esse remédio se liga com o material genético dos vírus e bactérias”, detalha o médico.

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