Venda de carne em máquina de refrigerante

Você sai tarde do trabalho e as lojas no caminho de casa estão fechadas.
Então, para diante de uma máquina, insere algumas moedas e sai com um café, um refrigerante, um chocolate ou um pacote de salgadinho. Se quiser cozinhar um pedaço de carne tem que esperar os mercados abrirem no dia seguinte.
Pensando nisso, os donos de um açougue em Paris expandiram seus negócios para uma máquina que vende carne 24 horas por dia durante os sete dias da semana. A máquina funciona como as que vendem bebidas, doces e guloseimas, mas oferece carne embalada à vácuo cozida ou crua. O cardápio da máquina do açougue de especialidades bascas L?Ami Txulette é refinado, é possível comprar desde carne moída e filé até carpaccio, presunto cru e patê de pato.
Localizada no sudeste de Paris e cercada por açougues, a máquina, vermelha e branca em referência ao País Basco, aceita cartão de crédito e dinheiro e é uma alternativa para os clientes carnívoros, já que a maioria das lojas fecha depois das 8 horas da noite e aos domingos.
Mas a brincadeira de carne 24 por 7 não é barata pra ninguém: os produtos saem 20 centavos de euro mais caros que se forem comprados diretamente no L?Ami Txulette e a máquina custou 40 mil euros aos proprietários.
Para os donos, Florence e Michel, ela não concorre com as vendinhas da região nem briga com o estilo ?art de vivre? dos franceses ? é uma forma de aproveitar as formas modernas de distribuição para consumir produtos artesanais. O casal também acredita na força da clientela jovem, principalmente aqueles que saem famintos dos bares próximos.
Essa é a primeira distribuidora automática de carne da cidade, mas já existem quatro máquinas similares na França. A primeira deles foi aberta em 2014 em Mennetou-sur-Cher, uma cidade medieval no sudoeste do país, para vender andouillette - uma linguiça típica da região feita com intestino de porco.
Apesar das geladeiras monetizadas de carne gerarem estranhamento, frutas, legumes e baguettes também são vendidas assim em todo o país. No ano passado, uma queijaria começou a vender queijos usando o mesmo sistema.
É claro que comprar pão, carne e queijo apenas apertando botõezinhos divide opiniões: alguns aplaudem pela praticidade, outros criticam as formas de conservação e a automatização da venda. Mas, se levarmos em consideração que a culinária francesa é reconhecida internacionalmente e que a gastronomia faz parte do patrimônio cultural do país, as máquinas de carne são o começo de uma pequena revolução.

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