Ficar sem roupa pode ser bom para você, diz a ciência

Quem posta o pedido nas redes corre o risco de ser atendido. Foi o caso da carioca Luisa Rocha. “Mesmo em tom de brincadeira, sempre tem intenção sexual, né?”, confessa ela, que, depois de uma conversa com um amigo pelo WhatsApp, acabou trocando mais do que apenas palavras. 

Talvez seja por isso mesmo que os nudes — ou o ato de enviar mensagens íntimas pelo celular, também conhecido como sexting — causam polêmica. Alguns dizem que a exposição não vale a pena, afinal, é difícil saber as reais intenções de quem está do outro lado do smartphone. Ainda assim, os adeptos não param de crescer e já ultrapassam os 50% entre os jovens de 18 a 24 anos, como revelou uma pesquisa da empresa de segurança digital McAfee. “Trata-se de um grito de liberdade. Ao mandar uma foto sensual para outra pessoa é como se você dissesse: ‘Olha, esse é o meu verdadeiro eu’”, defende a psicóloga Maura de Albanesi, diretora do Instituto de Psicologia Avançada (SP).
Para além da autoafirmação, todo esse desnudamento pode trazer benefícios para o corpo. Recentemente, cientistas da Universidade de Drexel, nos Estados Unidos, descobriram que casais que trocam imagens sexualmente sugestivas têm mais disposição entre quatro paredes. Casada há cinco anos, a dentista Manoela Mendes atesta as vantagens: “É uma oportunidade de quebrar a rotina e até de levantar a autoestima. Receber nudes no meio da tarde é um belo motivo para voltar para casa cheia de energia”. Também não há nada de errado quando as imagens ganham vida: um esbarrão mais quente pode até aumentar os níveis de ocitocina, o hormônio do amor.
Até mesmo em repouso absoluto, o corpo nu leva vantagem. Quem explica é Richard Castriotta, coordenador do Centro de Problemas do Sono da Universidade do Texas. Em artigo publicado em agosto, ele ressalta que dormir sem roupa impede o superaquecimento durante a noite, melhorando o sono. Vale lembrar que quando você dorme bem o desempenho das células aumenta, há diminuição no acúmulo de gorduras e o cortisol se mantém estável, o que garante a sensação de bem-estar. Esqueça até mesmo cueca e calcinha: especialmente para mulheres, a ventilação nas partes íntimas reduz as chances de proliferação de fungos e bactérias indesejáveis.
Desfilar por aí da forma como a natureza o concebeu pressupõe contato próximo com as gordurinhas salientes ou com a cicatriz que você odeia. Mas é justamente essa convivência forçada que ajuda a quebrar os tabus surgidos internamente, como assegura a psicoterapeuta e apresentadora de TV Fran Walfish — que, em casa, costuma passar mais tempo sem roupa do que vestida. “Faz bem para a autoestima e aumenta a confiança, já que aprendemos a nos ver como seres humanos puros e completos, que não precisam ser perfeitos”, diz a especialista.
Mas antes de apontar o celular para as partes íntimas, lembre-se de que os nudes só são bem-vindos se forem consensuais e se rolar confiança entre os envolvidos. Mesmo assim, é preciso saber que os riscos de vazamento existem. O psiquiatra Cristiano Nabuco, coordenador do Grupo de Dependência Tecnológica da Universidade de São Paulo, já atendeu muitos casos em que a vítima ficou tão devastada que tentou até suicídio. A SaferNet Brasil, associação civil que luta contra crimes e violações aos Direitos Humanos na Internet, recebeu 224 casos semelhantes no ano passado, um crescimento de 120% em relação a 2013. As mulheres são as principais afetadas (81%), seguidas por homens que escondem a orientação sexual (19%).
“Todos nós temos uma personalidade eletrônica que é muito mais desinibida, sexualizada e insubordinada”, explica Nabuco. “Quando estamos em uma situação de intimidade, a tendência é baixar a guarda, ficar mais relaxado e, se há tecnologia no meio, essa personalidade nos faz teQuem posta o pedido nas redes corre o risco de ser atendido. Foi o caso da carioca Luisa Rocha. “Mesmo em tom de brincadeira, sempre tem intenção sexual, né?”, confessa ela, que, depois de uma conversa com um amigo pelo WhatsApp, acabou trocando mais do que apenas palavras. Talvez seja por isso mesmo que os nudes — ou o ato de enviar mensagens íntimas pelo celular, também conhecido como sexting — causam polêmica. Alguns dizem que a exposição não vale a pena, afinal, é difícil saber as reais intenções de quem está do outro lado do smartphone. Ainda assim, os adeptos não param de crescer e já ultrapassam os 50% entre os jovens de 18 a 24 anos, como revelou uma pesquisa da empresa de segurança digital McAfee. “Trata-se de um grito de liberdade. Ao mandar uma foto sensual para outra pessoa é como se você dissesse: ‘Olha, esse é o meu verdadeiro eu’”, defende a psicóloga Maura de Albanesi, diretora do Instituto de Psicologia Avançada (SP).
Para além da autoafirmação, todo esse desnudamento pode trazer benefícios para o corpo. Recentemente, cientistas da Universidade de Drexel, nos Estados Unidos, descobriram que casais que trocam imagens sexualmente sugestivas têm mais disposição entre quatro paredes. Casada há cinco anos, a dentista Manoela Mendes atesta as vantagens: “É uma oportunidade de quebrar a rotina e até de levantar a autoestima. Receber nudes no meio da tarde é um belo motivo para voltar para casa cheia de energia”. Também não há nada de errado quando as imagens ganham vida: um esbarrão mais quente pode até aumentar os níveis de ocitocina, o hormônio do amor.
Até mesmo em repouso absoluto, o corpo nu leva vantagem. Quem explica é Richard Castriotta, coordenador do Centro de Problemas do Sono da Universidade do Texas. Em artigo publicado em agosto, ele ressalta que dormir sem roupa impede o superaquecimento durante a noite, melhorando o sono. Vale lembrar que quando você dorme bem o desempenho das células aumenta, há diminuição no acúmulo de gorduras e o cortisol se mantém estável, o que garante a sensação de bem-estar. Esqueça até mesmo cueca e calcinha: especialmente para mulheres, a ventilação nas partes íntimas reduz as chances de proliferação de fungos e bactérias indesejáveis.
Desfilar por aí da forma como a natureza o concebeu pressupõe contato próximo com as gordurinhas salientes ou com a cicatriz que você odeia. Mas é justamente essa convivência forçada que ajuda a quebrar os tabus surgidos internamente, como assegura a psicoterapeuta e apresentadora de TV Fran Walfish — que, em casa, costuma passar mais tempo sem roupa do que vestida. “Faz bem para a autoestima e aumenta a confiança, já que aprendemos a nos ver como seres humanos puros e completos, que não precisam ser perfeitos”, diz a especialista.
Mas antes de apontar o celular para as partes íntimas, lembre-se de que os nudes só são bem-vindos se forem consensuais e se rolar confiança entre os envolvidos. Mesmo assim, é preciso saber que os riscos de vazamento existem. O psiquiatra Cristiano Nabuco, coordenador do Grupo de Dependência Tecnológica da Universidade de São Paulo, já atendeu muitos casos em que a vítima ficou tão devastada que tentou até suicídio. A SaferNet Brasil, associação civil que luta contra crimes e violações aos Direitos Humanos na Internet, recebeu 224 casos semelhantes no ano passado, um crescimento de 120% em relação a 2013. As mulheres são as principais afetadas (81%), seguidas por homens que escondem a orientação sexual (19%).
“Todos nós temos uma personalidade eletrônica que é muito mais desinibida, sexualizada e insubordinada”, explica Nabuco. “Quando estamos em uma situação de intimidade, a tendência é baixar a guarda, ficar mais relaxado e, se há tecnologia no meio, essa personalidade nos faz ter vontade de agir de uma forma que normalmente não agiríamos.” Por isso, não custa nada cercar-se de alguns cuidados antes de povoar o WhatsApp com seus nus “artísticos”. As tatuagens que o identificam, por exemplo, precisam mesmo aparecer? Além disso, às vezes, a sensualidade está no que se esconde e não no que se mostra, ou seja, fotos insinuantes podem ser mais eficientes do que um zoom em alta definição da sua genitália.
Alguns aplicativos minimizam o risco de vazamento, como o Snapchat, no qual é possível escolher o tempo de visualização da foto e ver quem a salvou, e o Telegram, que, diferentemente do WhatsApp, não armazena as informações. Já o FotoWiz protege imagens e vídeos do celular em caso de roubo ou acesso indevido (alô, Stênio Garcia!). Para os inseguros, Nabuco aconselha a avaliação prévia sobre as chances de a foto gerar constrangimento no futuro. “Se a resposta for sim, não faça. Afinal, o que acontece na internet fica na internet por muito tempo.” Já dentro de casa...r vontade de agir de uma forma que normalmente não agiríamos.” Por isso, não custa nada cercar-se de alguns cuidados antes de povoar o WhatsApp com seus nus “artísticos”. As tatuagens que o identificam, por exemplo, precisam mesmo aparecer? Além disso, às vezes, a sensualidade está no que se esconde e não no que se mostra, ou seja, fotos insinuantes podem ser mais eficientes do que um zoom em alta definição da sua genitália.
Alguns aplicativos minimizam o risco de vazamento, como o Snapchat, no qual é possível escolher o tempo de visualização da foto e ver quem a salvou, e o Telegram, que, diferentemente do WhatsApp, não armazena as informações. Já o FotoWiz protege imagens e vídeos do celular em caso de roubo ou acesso indevido (alô, Stênio Garcia!). Para os inseguros, Nabuco aconselha a avaliação prévia sobre as chances de a foto gerar constrangimento no futuro. “Se a resposta for sim, não faça. Afinal, o que acontece na internet fica na internet por muito tempo.” Já dentro de casa...
Galileu

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