Ninguém aguenta mais comida saudável

Se tem um marketing que ainda não colou, é o natureba. Esse papo de comida saudável só leva a uma imagem: comida insossa. 

Funciona para quem está realmente preocupado em consumir alimentos menos calóricos, integrais, orgânicos, sem glúten ou com qualquer uma das regras que define se uma coisa faz bem ou não. Aí quem não está atrás disso apenas ignora toda a prateleira com embalagens pró-saúde.
Não que as pessoas evitem comidas saudáveis. O problema está na abordagem, no conteúdo dos rótulos. Uma pesquisa americana com 400 pessoas mostrou que a palavra "saudável" afasta boa parte dos consumidores. Causa mais aversão do que vontade de comprar o produto.
O que os pesquisadores fizeram foi testar formas diferentes de oferecer comida aos voluntários do estudo. Quando ofereceram a eles uma maçã com um coração fofo desenhado na embalagem e um doce, 65% das pessoas preferiram comer a fruta. Mas se ela vinha com a palavra "saúdavel" na descrição, o índice de aceitação caía: só 45% preferiam a maçã.
Surpreendente, não? Funciona até com cenoura. Num outro teste, dessa vez com 300 voluntários, dava para escolher entre a verdura ou um salgadinho. Só 20% deles preferiam a cenoura se ela viesse com rótulo de opção saudável. Mas se, no lugar disso, aparecesse o coração, aí 30% dispensavam o salgadinho.
Ainda que o desenho remeta à saúde, a ausência da palavra funciona melhor. "A palavra saudável parece afastar as pessoas, particularmente quando vem em comidas que são obviamente saudáveis. A mensagem subliminar parece ser mais efetiva em levar as pessoas à uma opção saudável", explica Traci Mann, autor do estudo. Vai entender.

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