Financiamento coletivo é uma baita sacada: um grupo de amigos (ou até mesmo uma pequena empresa) bola um produto legal, mas, como não tem grana suficiente para colocar a novidade nas ruas, conta com a ajuda de pessoas espalhadas pelo mundo que dão quantias de dinheiro para viabilizar o processo. 

A ideia já possibilitou centenas de milhares de projetos que vão desde cervejarias até protestos nas ruas. Mas, apesar da diversidade de produtos financiados, a maior plataforma do tipo, o Kickstarter, ainda não havia alcançado uma coisa: o orgasmo. É que, até recentemente, havia limitações para o patrocínio de sex toys no site. Mas agora o primeiro brinquedinho erótico do Kickstarter entrou em financiamento – e em menos de 24 horas já arrecadou a grana necessária para ser produzido.
O produto é chamado Fin, é direcionado às mulheres e pode ser acoplado nas mãos das usuárias.  Seu slogan é “um vibrador para os dedos”. “Nós queríamos que as compradoras pudessem dobrar os dedos facilmente, o que é difícil de fazer com outros vibradores. A ideia é que seja fácil tirá-lo ou colocá-lo”, contou à Cosmopolitan Alexandra Fine, cofundadora da Dame, a empresa por trás do Fin.
O Kickstarter é bem claro em relação à sextoys. Na sua página dedicada à práticas proibidas, há um tópico exclusivamente dedicado à “material pornográfico”. “Nós gastamos um bom tempo escrevendo um e-mail para o Kickstarter, reforçando que somos desenvolvedores e produtores, assim como qualquer outro criador que eles liberam na plataforma”, afirma Fine. O argumento colou. “A Dame está fazendo algo novo e inovador, e estamos felizes de poder dar boas-vindas à empresa”, disse o vice-presidente de comunicações do Kickstarter ao site Motherboard.  Mas isso ainda não pode ser considerado uma abertura permanente de portas. Os sextoys ainda não estão liberados no site de financiamento coletivo – quem quiser usá-lo para produtos sexuais, será submetido à uma análise caso a caso, dentro da empresa.
Fin
Apesar se ser a primeira vez do Kickstarter no mundo do sexo, a Dame já é mais experiente no assunto. Em 2014, Fine, que é formada em saúde sexual na Universidade de Columbia, se juntou a Janet Lieberman, engenheira mecânica do MIT, para criar a empresa de sextoys. No mesmo ano, elas colocaram em outro site de financiamento coletivo, o IndieGogo, seu primeiro produto: Eva. A ideia era um vibrador que estimulasse o clitóris e pudesse ser usado durante o sexo, sem que ninguém tivesse que segurá-lo. Acabaram arrecadando mais de US$ 800 mil (mais de 1.000% a mais da meta original). A ideia de Fin é ir além.
Fin chegou ao Kickstarter no dia 3 de novembro, e nem precisaria estar mais lá. Em 22 horas, o produto arrecadou os US$ 50 mil que precisava para viabilizar o projeto. A partir de agora é lucro. O brinquedo erótico pode continuar recebendo apoiadores até 2/12. E, se você se animou com a ideia, uma boa notícia: a Dane entrega no Brasil.  Dá para conseguir um Fin por US$ 70, cerca de R$ 220,00 (com frete já incluso) – e entrega ainda em dezembro. Feliz Natal.

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