Hospital joga fora 220 marmitas 'azedas'

Duzentas e vinte marmitas destinadas a funcionários e acompanhantes de pacientes do Hospital Mário Gatti, em Campinas, foram jogadas fora, ontem, por estarem estragadas, segundo um funcionário. O alimento vem de uma empresa terceirizada e foi reposto às 14h.
A marmita descartada possuía porções de arroz, feijão, carne e purê de abóbora. Segundo a denúncia, nutricionistas do próprio hospital avaliaram à refeição e identificaram "aspecto e odor azedo", descartando-a e solicitando a empresa uma nova remessa. "Hoje foi gritante porque assim, muita gente faz uso do refeitório e o refeitório ficou largado às traças", disse um dos funcionários, que pediu para não ser identificado.
As refeições vêm em embalagens individuais e são fornecidas pela empresa terceirizada Ômega Alimentos, sediada em Salto. O gerente da Ômega, Antônio Carlos Valini, disse que assim que identificaram o problema, amostras do alimento foram encaminhadas para análise. "Por zelo, a empresa e o hospital suspenderam o almoço e solicitaram reposição para funcionários, acompanhantes e residentes", declarou.
Três funcionários da unidade, que pediram para não serem identificados, disseram ao TODODIA que esta não foi a primeira vez que o alimento veio comprometido. Uma enfermeira deixou de se alimentar no refeitório e optou por levar alimento de casa. "É impossível comer aquela comida. É horrorosa. Eu mesmo já peguei lagarto dentro de alface. É um descaso total", reclamou. Outra funcionária sustentou ainda que já foram encontrados insetos e cabelos em marmitas.
O vereador Pedro Tourinho (PT) formulou um requerimento, ontem, solicitando esclarecimentos ao prefeito Jonas Donizette (PSB), que terá de 15 a 30 dias para se pronunciar. O presidente do CMS (Conselho Municipal de Saúde), Paulo Mariante, também deve protocolar um ofício, hoje, junto à Secretaria de Saúde, solicitando providências.
De acordo com a Vigilância Sanitária do município, averiguações são feitas anualmente e até o momento não havia nenhuma denúncia referente à precariedade do serviço de alimentação no Hospital Mário Gatti. Ontem, uma visita à unidade seria feita para elaboração de um laudo.
Apesar da denúncia, a Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Campinas disse que "o alimento servido aos pacientes não estava comprometido e foi servido no horário previsto".

Postagens mais visitadas