Pombos invadem refeitório de escola e pais de alunos reclamam

Pais de alunos da Escola Municipal Rodrigo Damasceno, em Sinop, a 503 km de Cuiabá, estão preocupados com uma infestação de pombos no local, principalmente no refeitório da instituição. 


Segundo o médico infectologista Paulo Quintanilha, os pombos podem transmitir mais de 70 doenças, algumas com risco de morte.

Em busca de alimentos, as aves invadem principalmente o refeitório da escola, onde é servida a merenda escolar para cerca de 600 alunos, com idades entre 7 e 11 anos. De acordo com a direção da escola, telas foram instaladas em portas e janelas da cozinha, mas os pombos conseguem invadir o refeitório, que é aberto.

De acordo com a merendeira da escola, Elizeth Palma, a infestação é constante. "Todos os dias é assim. Hoje ainda está mais calmo, mas na segunda-feira os bombos ficam ainda mais atacados", conta.

As aves parecem estar acostumadas com a presença dos alunos e ficam a poucos metros das crianças. Segundo o correspondente comercial Janderson Costa, pai de um aluno, a preocupação é que o próprio cheiro dos animais e das fezes façam mal.

A comerciante e mãe de aluno, Cleide da Silva, conta que a doença do pombo causa muita coceira e piolhos. “A escola tem que tomar uma atitude rápida, porque é muito preocupante”, afirmou.
De acordo com o médico infectologista, Paulo Quintanilha, não é necessário tocar nos animais para correr riscos, pois algumas contaminações ocorrem pelo ar. Ele explica que um fungo presente nas fezes dos animais é responsável por diversas doenças perigosas.
“Desde doenças de pele, micoses e até mesmo meningite. Uma parte desse fungo que a gente chama de neurocriptococose, causa essa doença terrível, que tem grau elevado de morte. Fora a doença pulmonar, também causada por esse fungo, que leva muitas vezes à morte e, quando não leva a morte, incapacita o ser humano”, explica.

Outra instituição de ensino em Sinop, a Escola Estadual Paulo Freire, no Bairro Jardim das Oliveiras, teve a estrutura da quadra de esportes comprometida por conta dos dejetos das aves. “A urina dos pombos contém ácido, amônia e ureto, que são corrosivos”, explicou o médico veterinário, Alexandre Nascimento.

A secretária municipal de Educação, Gisele Faria, afirma que, no momento, não há nada que o município possa fazer. "Nós ecaminhamos um documento ao Ministério Público, já que não podemos exterminá-los por uma questão ambiental. Encaminhamos para que nos orientem sobre o que fazer", disse.

A assessoria pedagógica da Secretaria Estadual de Educação, Esporte e Lazer do município informou que está acompanhando a situação. O órgão também afirmou que a Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc-MT) da capital e a Vigilância Sanitária já foram comunicadas sobre os problemas com pombos nas escolas do município.

MT Agora - G1 MT

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