Restaurante japonês é interditado pela Vigilância Sanitária

A Vigilância Sanitária de Goiânia interditou, na noite de sexta-feira (2) o restaurante japonês Matsuri por falta de alvará de funcionamento. De acordo com o órgão, no local foram constatadas más condições de higiene e armazenamento de peixes em temperatura inadequada. 

Já a Superintendência de Proteção aos Direitos do Consumidor em Goiânia (Procon) autuou outros cinco estabelecimentos pela presença de alimentos vencidos.

O Matsuri informou, em nota, que “o motivo da interdição não é por falta de higiene, nem por produtos impróprios para o consumo”. O estabelecimento alega que o local foi fechado “por motivo de um alvará que não saiu a tempo”. O restaurante pediu desculpas aos clientes.

De acordo com a coordenadora de fiscalização de alimentos da Vigilância Sanitária de Goiânia, Tânia Agostinho, os peixes no local foram encontrados com temperatura de mais de 4°C acima da temperatura máxima indicada para a armazenagem dos produtos, que é de 8°C.
“Os peixes, que deveriam estar sendo mantidos em temperatura bem inferior, estavam expostos a temperaturas altas para o alimento, comprometendo completamente a qualidade, e eram manuseados em condições péssimas de higiene”, disse ao G1.
A operação, que contou com  o apoio Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), aconteceu na noite de sexta-feira (2) em bairros da região sul de Goiânia. Dos bares e restaurantes autuados, dois serão submetidos a nova vistoria para verificar se os problemas foram corrigidos. Segundo o Procon Municipal, foram apreendidos cerca de 20 kg de salmão impróprios para o consumo.
De acordo com Tânia Agostinho, todos os locais visitados estavam com alimentos vencidos. “Infelizmente foi esta situação que a gente encontrou em todos os locais. Produtos fora do prazo de validade, mesmo que em pequena quantidade sendo armazenados e muitas vezes sendo usados no preparo dos alimentos”, afirmou.
Procon autuou estabelecimento por má condições de armazenamento de produtos, em Goiânia (Foto: Divulgação/Procon-GO)Procon autuou estabelecimento por má condições de armazenamento  (Foto: Divulgação/Procon-GO)
Bares autuados
Segundo o Procon Municipal, além do Restaurante Matsuri, do Setor Oeste, foram autuados o  Bar e Restaurante Saccaria, o bar Retetê e o Bar Rocket 07, no Setor Marista, o Bar Oficina, no Setor Bela Vista e a Pizzaria Paladar, no Setor Bueno. De acordo com o órgão, os locais estavam armazenando produtos fora do prazo de validade ou sem etiquetas de identificação da validade do produto.

Outros sete estabelecimentos já tinham sido autuados pelas mesmas irregularidades na primeira fase da operação.

O Grupo Saccaria informou por meio de nota ao G1 que a autuação aconteceu por conta de um chopp e uma quantidade de presunto que estavam vencendo no dia da fiscalização. Disse ainda que, segundo os funcionários da empresa, a fiscalização fez elogios à empresa.

“O chopp estava vencendo dia 2 de dezembro e, depois de engatado, ele tem dois dias após o vencimento para ser consumido, de acordo com sua embalagem. A fiscalização chegou aqui dia 3 de dezembro a 01h40 da manhã, havia exatamente uma hora e quarenta minutos de vencimento, o mesmo aconteceu com o presunto”, afirmou a nota.
O grupo concluiu dizendo que “respeita todas às fiscalizações” e trabalha dentro da lei. Sobre a autuação, informou que já está “tomando as devidas providencias”.
No caso do Retetê, o bar alega que "não houve autuação". "Foi apenas uma orientação à coordenação do espaço sobre o descarte de um chá de um produtor local utilizado com insumo em que o rótulo não cumpria com algumas especificações, a exemplo da origem do produto. Tanto a data de fabricação e validade estavam nos conformes. O fornecedor já foi contactado e a próxima remessa já terá seu rótulo adequado", informou, em nota, o estabelecimento.
O Rocket 07 também alega que não houve autuação, mas sim “algumas ressalvas de documentos” que o estabelecimento terá que providenciar. Em nota, o restaurante disse que espera que possa “mostrar o lado bom dos restaurantes que estão de acordo principalmente com a Vigilância Sanitária” e tirar a “mídia negativa desta operação”, que o restaurante considera  “abusiva” e “constrangedora” à casa.

G1 entrou em contato por e-mail com o bar Oficina às 11h15, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O portal tentou contato por telefone com a Pizzaria Paladar, mas as ligações não foram atendidas.

Do G1 GO


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