MPF investiga denúncia de barata em macarrão e animais no RU da UFCG

Um inquérito civil instaurado pelo Ministério Público Federal na Paraíba (MPF-PB) investiga irregularidades sanitárias no Restaurante Universitário da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), campus I, em Bodocongó. Segundo a assessoria de imprensa do MPF, a denúncia apresentada relata o flagrante de irregularidades “como animais transitando na área do refeitório e barata na comida [servida aos usuários]”. Outras 30 irregularidades foram constatadas durante uma inspeção.


O reitor da UFCG, Vicemário Simões, disse que não tinha conhecimento da denúncia nem da inspeção realizada. “Eu não posso dizer se foi verdade ou não, pois eu não tive conhecimento desses procedimentos. Assumi a reitoria há um mês. Acredito que a Pro-reitoria de Assuntos Comunitários (Prac), que abrange o RU pode falar melhor sobre esse caso”, disse ele. O G1 tentou encontrar em contato com a Prac, mas nenhum responsável foi encontrado para falar sobre o assunto.
O inquérito civil foi instaurado depois de uma portaria publicada pelo procurador da república, Bruno Galvão Paiva, no dia 21 de março deste ano. Na denúncia havia um relato genérico de barata em uma porção de macarrão servida no RU e da presença de animais, como cachorros, no local do refeitório. A representação também teria sido feita com o anexo de imagens dos flagrantes, mas o G1 não teve acesso às fotos.
Depois da denúncia ser apresentada, o MPF solicitou que fosse realizada uma inspeção no RU. O procedimento foi realizado no dia 3 de agosto de 2016 pela Gerência de Vigilância Sanitária (Gevisa) do município de Campina Grande. A visita começou por volta das 10h e seguiu até o horário do almoço, para avaliar falhas no momento em que a comida era servida.
Resultado da inspeção 
Segundo o relatório técnico de inspeção sanitária foram encontradas 30 inconformidades a exemplo de falta de alvará, extintor de incêndio, falta de higienização na caixa d'água, mau acondicionamento de frios, buracos no piso, portas desajustadas ao piso, falta de telas de proteção nas janelas, caixa de gordura na área de produção, galerias de esgoto abertas com resíduos de alimentos, ralos desprotegidos, lâmpadas da área de produção sem proteção, falta de divisão entre ambiente de produção e sanitários, sanitários sem tampa, falta de lavatório para mãos, falta de EPI's e condições precárias no local os alimentos ficam estocados.

Prazo de 120 dias
Diante das irregularidades confirmadas pela vigilância sanitária, o MPF entendeu que as inconformidades podem contribuir para a presença de animais, insetos e roedores no ambiente, além da transmissão de doenças. O órgão informou que vai expedir uma recomendação para a que a UFCG resolva os problemas em um prazo de 120 dias.

Do G1 PB

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