Polícia Civil prende dono e gerente de mercado que vendiam produtos vencidos

A Polícia Civil de Macatuba prendeu em flagrante nessa quinta-feira (16) o proprietário e o gerente de um supermercado da cidade que vendia grande quantidade de produtos com data de validade já vencida. Eles irão responder por crime contra as relações de consumo.


O flagrante ocorreu após denúncia de equipe da Vigilância Sanitária Municipal (VSM), que encontrou produtos em situação irregular durante fiscalização realizada na quarta-feira (15) e, na quinta (16), pediu para que policiais civis acompanhassem nova vistoria no estabelecimento.

Todos os produtos com prazo de validade vencido que foram apreendidos estavam expostos para a venda em prateleiras. Entre eles, estão pacote de carne bovina, 167 quilos de bacon em manta, 46 latas de óleo composto, 44 embalagens de pão de alho e nove latas de sardinha.
A listagem inclui, ainda, potes de sorvete, doces (alguns vencidos desde outubro do ano passado), patês, temperos prontos, gelatinas, frango, batata palha, lasanha congelada, hambúrguer, potes de margarina, 81 quilos de mussarela, 75 quilos de salsicha e embalagens de nuggets.

A maior parte dos produtos venceu em janeiro, fevereiro e início de março. Alguns, porém, apresentavam vencimento mais antigo. Uma lata de óleo composto estava vencida desde novembro de 2016. O caso mais grave é de um pacote de pão de alho que venceu em abril de 2016.

REINCIDENTE
Fiscal da Vigilância Sanitária contou à Polícia Civil que o supermercado já foi autuado diversas vezes por expor à venda mercadorias vencidas. Para o delegado titular de Macatuba, Marcelo Bertoli Gimenes, o fato mostra que a punição administrativa não tem sido suficiente para evitar as irregularidades.

"Mesmo depois de a Vigilância Sanitária ter comparecido no mercado no dia anterior e encontrado diversos produtos fora de validade, os responsáveis diretos pelo mercado revelaram total despreocupação com a possibilidade de a Vigilância Sanitária localizar outros itens vencidos, situação clara de dolo eventual", diz.

Os dois homens, de 32 e 42 anos, que não tiveram nomes divulgados, foram autuados em flagrante por vender mercadoria em condições impróprias ao consumo e levados à Cadeia de Avaí. A pena, em caso de condenação, varia de dois a cinco anos de prisão e multa. Os produtos vencidos serão inutilizados pela Vigilância Sanitária.

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