Anvisa aprova registro de remédio à base de maconha

Pela primeira vez, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um medicamento à base de maconha — que antes só era adquirido por meio de importação. O remédio Mevatyl ajuda a resolver casos de rigidez excessiva em pacientes que sofrem de esclerose múltipla.

Assim,  o Brasil se junta à lista de 28 países onde a droga é aprovada, como Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Dinamarca, Suécia, Suíça e Israel.
“Vejo isso como uma ação positiva para pessoas que não estão alcançando a eficácia com os medicamentos convencionais”, afirma o psiquiatra Sabino Ferreira de Farias Neto, fundador da Clínica Maxwell de Tratamento para Dependência Química, Alcoolismo, Depressão, Surto Psicótico, TOC e Psiquiatria), em entrevista à GALILEU.
Segundo a Anvisa, a dependência química em decorrência do uso do remédio é improvável. Ainda assim, o medicamento, que contém tetraidrocanabinol (THC) em concentração de 27 mg/mL e canabidiol (CBD) em concentração de 25 mg/mL, será comercializado com tarja preta e apenas por meio de prescrição médica.
Farias Neto lembra que, apesar do uso da maconha recreativa poder potencializar casos de esquizofrenia e surtos psicóticos em pessoas pré-dispostas, o uso do medicamento está livre das reações. “Uma picada de cobra pode ser nociva para as pessoas, mas muitos remédios que nós temos hoje, por exemplo, são fabricados com base no veneno de cobra”, exemplifica.
A expectativa agora é que a agência também libere outros medicamentos à base de Cannabis sativa, como aqueles usados no tratamento da epilepsia.

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