Cientistas criam útero artificial para salvar a vida de bebês prematuros

Em uma experiência liderada por Emily Partridge, do Hospital Pediátrico da Filadélfia, cientistas conseguiram fazer com que cordeiros prematuros sobrevivessem por 4 semanas fora do útero de suas mães. 

A ideia é que a pesquisa revolucione o tratamento de bebês prematuros, aumentando suas chances de vida.

Segundo o cirurgião Alan Flake, um dos autores da pesquisa, o simulador de útero dá continuidade ao que ocorre naturalmente dentro do útero. Para isso, os cientistas desenvolveram uma versão sintética do líquido amniótico, que é filtrada constantemente.

A respiração também funciona através de aparelhos: uma máquina externa retira o gás carbônico do invólucro e adiciona oxigênio ao sangue do animal. O bombeamento é feito através dos próprios batimentos cardíacos do filhote, através do cordão umbilical, simulando a troca de gases com a mãe.
"Uma das principais vantagens do nosso sistema é evitar a insuficiência cardíaca, que vem do desequilíbrio dos fluxos sanguíneos criados com circuitos de bomba", afirmou à imprensa o pesquisador Marcus Davey, engenheiro líder do projeto. 
O estudo foi publicado no periódico Nature Communications. Segundo os cientistas, se conseguirem as liberações necessárias, a estimativa de tempo para que o tratamento esteja disponível para bebês humanos é de três a cinco anos. Veja o vídeo aqui

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