Família passa mal após consumir iogurte

Uma família no Jardim do Lago passou o maior sufoco esta semana. No dia 24 de fevereiro, depois de mais um dia de trabalho o autônomo, Juarez Pontes, foi para casa e, em seguida, levou sua família para fazer compras em um supermercado no Centro de Artur Nogueira.

De acordo com Juarez, ele e sua esposa, que não quis se identificar, foram na seção de frios e compraram uma bandeja de iogurte para dá aos seus dois filhos.
Já em casa, a filha de Juarez tomou um dos potinhos de iogurte e, em seguida, começou a passar mal. Sem saber o motivo do mal estar da filha, a família preparou remédios caseiros para tentar reverter a situação.
No dia seguinte, a mãe da menina também comeu e sentiu os meus sintomas da filha.
Preocupado, Juarez levou a esposa para o hospital Bom Samaritano, onde, segundo ele, foi constatado que ela estava com intoxicação alimentar.
No dia 27, Juarez voltou ao supermercado e comprou mais uma bandeia do iogurte e os produtos continuavam à vendas, estragados e cheio de mofos.
A Vigilância em Saúde (VISA) foi até o mercado e confirmou o problema. Dezenas de bandejas de iogurte estavam com mofo e emboloradas.

Veja no vídeo, a reportagem completa e o parecer da Vigilância sobre o caso no final da página
A advogada Fernanda Dias Soares, orienta os consumidores sobre os procedimentos que devem ser tomados, caso se sinta prejudicado.
“A pessoa que compra um alimento estragado tem direito, pelo Código de Defesa do Consumidor, a exigir a troca do produto ou a restituição do valor pago. Trata-se de vício de qualidade do produto. 
Quando o consumidor somente percebe esse vício ao ingerir o produto, poderá exigir do vendedor além da devolução do valor pago, o reembolso de eventuais despesas médicas, remédios e até mesmo os dias que deixou de trabalhar. Nestes casos é necessário guardar o cupom fiscal, documentos médicos e laudo atestando a contaminação do produto, que pode ser feito pela Vigilância Sanitária.
Se o consumidor assim desejar poderá acionar a justiça para também buscar um ressarcimento pelos danos morais pois a ingestão de alimento contaminado põe em risco a saúde.
Importante que o consumidor procure o fabricante tão logo perceba qualquer alteração do produto que o torne impróprio para o consumo, de forma a exigir seus direitos e, principalmente, para alertar a empresa da necessidade de fazer uma checagem nos demais produtos para que outros consumidores não sejam afetados. Deve-se também notificar a vigilância sanitária local para as corretas providencias.”
Assista a reportagem:

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